E aí, futuro servidor público ou universitário! Sabemos que a jornada de estudos para o ENEM e os Concursos Públicos é cheia de desafios, e a Língua Portuguesa costuma ser um daqueles obstáculos que parecem maiores do que realmente são. Mas não se preocupe! Dominar o Português não é um bicho de sete cabeças, e com as dicas certas e o foco nos temas mais cobrados, a sua aprovação estará muito mais próxima. Neste artigo, vamos mergulhar nas questões recorrentes de Português para concursos e ENEM, desvendando os segredos das bancas examinadoras e te preparando para gabaritar a prova. Vamos juntos nessa?
Índice
- Introdução
- Desenvolvimento
- Questões
- Gabarito
- Explicação das Questões
- Conclusão
Desvendando as Questões Recorrentes de Português para Concursos e ENEM
Quando o assunto é Língua Portuguesa para concursos e ENEM, muitos estudantes sentem um frio na barriga. É muita regra, muita exceção, e a impressão é que nunca vamos dar conta de tudo, não é mesmo? A boa notícia é que as bancas examinadoras, por mais que tentem inovar, costumam seguir um padrão. Existem tópicos que são quase presença garantida nas provas, e é neles que devemos focar nossa energia. Entender esses "queridinhos" das provas é como ter um mapa do tesouro: você sabe exatamente onde cavar!
Interpretação e Compreensão de Texto: O Alicerce da Prova
Sabe aquele ditado popular "ler nas entrelinhas"? Pois é, ele se aplica perfeitamente aqui. A interpretação de texto não é só ler o que está escrito, mas entender o contexto, a intenção do autor, as críticas sociais, o tom, as figuras de linguagem utilizadas. É como assistir a um filme: você não presta atenção só nas falas, mas também na trilha sonora, na fotografia, na expressão dos atores para captar a mensagem completa. Para o ENEM, isso é ainda mais vital, já que a prova valoriza muito a capacidade de leitura crítica de diversos gêneros textuais.
- Dica de Ouro: Leia com atenção, grife palavras-chave, identifique a ideia principal de cada parágrafo e preste atenção aos conectivos (mas, porém, contudo, assim, portanto, pois, etc.), eles são como setas indicando o caminho da argumentação. E o mais importante: se a questão pedir o que o texto afirma, a resposta tem que estar lá, preto no branco. Se pedir o que o texto permite inferir, aí você pode ir um pouquinho além, mas sem viajar muito!
Gramática Pura: Os Clássicos que Sempre Caem
A gramática é o esqueleto da Língua Portuguesa. Sem ela, as palavras ficam soltas e a comunicação vira uma bagunça. Para concursos públicos e ENEM, alguns temas são simplesmente indispensáveis. Vamos aos principais:
Concordância (Verbal e Nominal): O Sincronismo das Palavras
Imagine uma orquestra. Para a música sair perfeita, todos os instrumentos precisam estar em harmonia. Na frase, é a mesma coisa! O verbo precisa concordar com o sujeito, e o adjetivo com o substantivo. Parece óbvio, mas as bancas adoram criar armadilhas com sujeitos compostos, orações intercaladas e casos de concordância verbal com "se".
Regência (Verbal e Nominal): Quem Manda em Quem?
A regência é como um relacionamento: quem rege pede algo, e quem é regido oferece. Verbos como "assistir" (no sentido de ver ou de dar assistência), "implicar", "preferir" são campeões em pegar o candidato desprevenido. Saber se um verbo pede preposição ou não (e qual preposição) é essencial para a construção de frases corretas.
Crase: O Pesadelo de Muitos
Ah, a crase! Essa danadinha que insiste em confundir todo mundo. Lembre-se: crase é a fusão de duas vogais "a" (preposição "a" + artigo "a" ou pronome "a"). O macete da crase é substituir a palavra feminina por uma masculina. Se "ao" ou "aos" aparecer, crase há. Se aparecer só "o" ou "os", crase não há! É uma regra com muitas exceções, mas dominar o básico já te coloca em vantagem.
Pontuação: A Pausa Necessária
Vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos... Quem nunca se viu na dúvida sobre onde colocar uma vírgula? A pontuação não é só para dar ritmo à leitura; ela muda completamente o sentido de uma frase. Por exemplo, "Não, ele é burro" é bem diferente de "Não ele é burro". Fique atento à vírgula para separar apostos, vocativos, orações subordinadas e para não separar o sujeito do verbo e o verbo do seu complemento.
Morfossintaxe: A União das Classes Gramaticais com a Função
A morfossintaxe é a análise da forma e da função das palavras. É entender, por exemplo, que "que" pode ser pronome relativo, conjunção integrante, advérbio, e cada função tem sua regra de uso. As bancas adoram explorar a função do "que" e do "se", além da classificação de orações (coordenadas, subordinadas) e a voz verbal (ativa, passiva).
- Exemplo prático: "A menina que estuda passa no concurso." Aqui, o "que" retoma "menina" e é pronome relativo. Mas em "Espero que você estude", o "que" é conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada. Percebe como a mesma palavra tem funções diferentes?
Estudar Português para Concursos e ENEM exige dedicação, mas com foco nos tópicos mais recorrentes, você otimiza seu tempo e aumenta suas chances de sucesso. Lembre-se de praticar bastante com questões de provas anteriores, pois é a melhor forma de se familiarizar com o estilo de cada banca. Agora, que tal testar seus conhecimentos?
Questões
Questão 1
Analise a frase abaixo e assinale a alternativa em que a regência verbal do verbo destacado está correta, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
A) Os estudantes obedecem o regulamento da escola.
B) Eu prefiro mais pizza do que sanduíche.
C) Ele assistiu ao filme com muita atenção.
D) O professor implicou em sérias consequências para o aluno.
E) Todos visaram o cargo de gerente.
Questão 2
Em qual das alternativas a ausência ou o uso indevido da crase está incorreto, segundo a norma-padrão?
A) Fui à Bahia nas férias de julho.
B) Dirigi-me à ela para pedir informações.
C) Chegamos à conclusão de que era tarde.
D) Ele foi à procura de novos desafios.
E) Entregou a encomenda à domicílio.
Questão 3
Leia o trecho a seguir: "Apesar dos pesares, o jovem, dedicado aos estudos, conquistou sua vaga no concurso público, que exigia conhecimentos aprofundados de Língua Portuguesa."
A palavra "que", presente no trecho, classifica-se morfologicamente como:
A) Conjunção integrante, introduzindo oração subordinada substantiva.
B) Preposição, conectando termos na oração.
C) Advérbio de intensidade, modificando o verbo.
D) Pronome relativo, retomando "concurso público" e introduzindo oração subordinada adjetiva.
E) Pronome indefinido, indicando quantidade indeterminada.
Questão 4
Analise as frases abaixo e identifique a opção em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
A) Mais de um candidato chegaram atrasados ao exame.
B) Fazem anos que não o vejo por aqui.
C) A maioria dos alunos preferem aulas online.
D) Somos nós quem pagaremos a conta.
E) Haviam muitas pessoas na fila para a inscrição.
Questão 5
Qual das opções apresenta um uso adequado da vírgula, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa?
A) Os alunos, estudaram muito para o ENEM.
B) Ele, mesmo cansado, continuou seus estudos.
C) João comprou, pão, leite e café.
D) Gosto de estudar português, matemática e história.
E) Precisa-se, de bons profissionais na área de educação.
Gabarito
- Questão 1: C
- Questão 2: B
- Questão 3: D
- Questão 4: D
- Questão 5: B
Explicação das Questões
Questão 1: Regência Verbal
A regência verbal é a relação de dependência entre um verbo e seus complementos. Alguns verbos exigem preposição, outros não, e alguns podem mudar de sentido dependendo da preposição.
- A) Os estudantes obedecem o regulamento da escola. Incorreta. O verbo "obedecer" é transitivo indireto e exige a preposição "a". O correto seria: "Os estudantes obedecem ao regulamento da escola."
- B) Eu prefiro mais pizza do que sanduíche. Incorreta. O verbo "preferir" já carrega a ideia de "preferir uma coisa a outra" e não admite reforço de intensidade ("mais") nem a construção "do que". O correto seria: "Eu prefiro pizza a sanduíche."
- C) Ele assistiu ao filme com muita atenção. Correta. No sentido de "ver", "presenciar", o verbo "assistir" é transitivo indireto e exige a preposição "a".
- D) O professor implicou em sérias consequências para o aluno. Incorreta. No sentido de "acarretar, envolver, ter como consequência", o verbo "implicar" é transitivo direto, não exigindo preposição. O correto seria: "O professor implicou sérias consequências para o aluno." (Se fosse no sentido de "ter antipatia", ele é intransitivo e exigiria "com": "O professor implicou com o aluno").
- E) Todos visaram o cargo de gerente. Incorreta. No sentido de "desejar, ter em vista, ter como objetivo", o verbo "visar" é transitivo indireto e exige a preposição "a". O correto seria: "Todos visaram ao cargo de gerente." (No sentido de "pôr visto", seria transitivo direto: "O diretor visou o documento").
Questão 2: Crase
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou "as") ou com o "a" inicial dos pronomes demonstrativos "aquilo", "aquela(s)", "aquele(s)".
- A) Fui à Bahia nas férias de julho. Correta. Quem vai, vai "a" algum lugar. Bahia é um substantivo feminino que aceita artigo "a". Se trocássemos por um lugar masculino, diríamos "Fui ao Rio". Portanto, há crase.
- B) Dirigi-me à ela para pedir informações. Incorreta. Não ocorre crase antes de pronomes pessoais (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas). O correto seria: "Dirigi-me a ela para pedir informações."
- C) Chegamos à conclusão de que era tarde. Correta. Quem chega, chega "a" alguma coisa. "Conclusão" é substantivo feminino que aceita artigo "a". Se trocássemos por um termo masculino, diríamos "Chegamos ao ponto". Portanto, há crase.
- D) Ele foi à procura de novos desafios. Correta. "À procura de" é uma locução prepositiva feminina que exige crase.
- E) Entregou a encomenda à domicílio. Incorreta. "Domicílio" é um substantivo masculino. Não há crase antes de palavras masculinas, a menos que seja uma expressão fixa (como "à moda de"). O correto seria: "Entregou a encomenda a domicílio."
Questão 3: Morfossintaxe do "Que"
A palavra "que" é um verdadeiro "camaleão" na Língua Portuguesa, podendo assumir diferentes funções. É fundamental analisar o contexto para classificá-la corretamente.
- A) Conjunção integrante, introduzindo oração subordinada substantiva. Incorreta. Isso ocorreria se a oração introduzida por "que" pudesse ser substituída por "isso" (Ex: Espero que ele passe no concurso -> Espero isso). Não é o caso aqui.
- B) Preposição, conectando termos na oração. Incorreta. O "que" raramente atua como preposição sozinho; quando o faz, geralmente vem acompanhado de um verbo, como em "Tenho que ir".
- C) Advérbio de intensidade, modificando o verbo. Incorreta. O "que" pode ser advérbio (Ex: Que beleza!), mas não nesta função.
- D) Pronome relativo, retomando "concurso público" e introduzindo oração subordinada adjetiva. Correta. O "que" retoma o termo antecedente ("concurso público") e pode ser substituído por "o qual", "a qual". A oração "que exigia conhecimentos aprofundados de Língua Portuguesa" é uma oração subordinada adjetiva restritiva, que complementa o sentido de "concurso público".
- E) Pronome indefinido, indicando quantidade indeterminada. Incorreta. O "que" pode ser pronome indefinido em frases como "Que surpresa!", mas não neste contexto.
Questão 4: Concordância Verbal
A concordância verbal ocorre quando o verbo se flexiona para concordar em número e pessoa com o seu sujeito. É um pilar para a clareza e correção da frase.
- A) Mais de um candidato chegaram atrasados ao exame. Incorreta. A expressão "mais de um" geralmente exige o verbo no singular. O correto seria: "Mais de um candidato chegou atrasado ao exame." (Apenas em casos de reciprocidade ou quando a expressão é repetida, o plural é aceito, como em "Mais de um aluno se abraçaram").
- B) Fazem anos que não o vejo por aqui. Incorreta. O verbo "fazer", no sentido de tempo decorrido, é impessoal (não possui sujeito) e deve permanecer no singular. O correto seria: "Faz anos que não o vejo por aqui."
- C) A maioria dos alunos preferem aulas online. Incorreta. Com expressões partitivas como "a maioria de", "a maior parte de", "parte de", o verbo pode concordar com o coletivo (singular) ou com o termo especificado (plural). No entanto, quando o artigo está no singular ("A maioria"), a concordância com o singular é preferencial e mais formal. O correto seria: "A maioria dos alunos prefere aulas online." (O plural seria aceitável na linguagem coloquial, mas em provas de concurso, a concordância com o núcleo do sujeito partitivo é o mais esperado).
- D) Somos nós quem pagaremos a conta. Correta. Com "quem" como sujeito, o verbo pode concordar com "quem" (3ª pessoa do singular) ou com o pronome antecedente ("nós"). Ambas as formas são aceitas, mas a concordância com o antecedente é comum e considerada correta. "Somos nós quem pagará a conta" também estaria certo.
- E) Haviam muitas pessoas na fila para a inscrição. Incorreta. O verbo "haver" no sentido de "existir" ou "acontecer" é impessoal (não possui sujeito) e deve permanecer no singular. O correto seria: "Havia muitas pessoas na fila para a inscrição."
Questão 5: Pontuação
O uso correto da vírgula é crucial para a clareza e o sentido da frase. Ela indica pausas breves, separa elementos, mas não deve separar termos essenciais da oração.
- A) Os alunos, estudaram muito para o ENEM. Incorreta. A vírgula não pode separar o sujeito ("Os alunos") do verbo ("estudaram").
- B) Ele, mesmo cansado, continuou seus estudos. Correta. A vírgula é usada para isolar uma oração ou termo intercalado de valor adverbial ("mesmo cansado").
- C) João comprou, pão, leite e café. Incorreta. Não se usa vírgula para separar o verbo ("comprou") do seu objeto direto ("pão, leite e café"). O correto seria: "João comprou pão, leite e café." ou "João comprou pão, leite e café." (apenas vírgulas para separar os itens da enumeração).
- D) Gosto de estudar português, matemática e história. Correta. As vírgulas são usadas para separar elementos de uma enumeração que possuem a mesma função sintática. Observe que não há vírgula antes do "e" que liga os dois últimos elementos, o que é o padrão.
- E) Precisa-se, de bons profissionais na área de educação. Incorreta. A vírgula não deve separar o verbo ("precisa-se") de seu complemento ("de bons profissionais"). O "se" aqui é índice de indeterminação do sujeito.
Conclusão
Chegamos ao fim da nossa jornada pelos temas mais recorrentes de Português para Concursos e ENEM. Esperamos que este guia tenha desmistificado alguns conceitos e te dado um norte para seus estudos. Lembre-se que a prática leva à perfeição: faça muitos exercícios, revise a teoria e, acima de tudo, não desista! Cada questão resolvida é um passo a mais em direção à sua aprovação. Com dedicação e as estratégias certas, a Língua Portuguesa se tornará uma aliada poderosa na sua caminhada. Sucesso e bons estudos!

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